Prêmio ideológico - A sociologia tosca da vez
Isso mesmo, não falta mais nada. Conhecimento, habilidade, capacidade, títulos profissionais, nada disso vale. O que vale mesmo é pertencer a algum rótulo ideológico. E para pertencer a algum rótulo ideológico não é fácil (SQN): precisa adotar, defender, agir e se comportar dentro do contexto de alguma ideologia tosca (quanto mais tosca melhor). Primeiro precisa mudar o discurso. Frases mágicas como "burguesia reacionária opressora branca", "integrante da raça de negros embranquecidos", "homens e mulheres trans", "presidenta, sargenta, comandanta, alunos e alunas, alunxs, funcionárixs" e outras idiotices, são fundamentais nesse processo ideológico. Outro critério para ter direito a algum prêmio ideológico é pertencer ou dizer que pertence a alguma raça, sexo, classe social ou outros incluídos nos rótulos ideológicos inventados pelos ideólogos sociais da esquerda.
Ser ideólogo já é uma coisa triste porque acaba passando vergonha e pagando mico para defender a ideologia. E ser ideólogo social e de esquerda já beira a psicopatia. Já inventaram até cursos de graduação e pós em ideologia social. Tem gente arrotando Harvard, como se isso fosse conferir credibilidade a ideologia. Mas péra: essa não é aquela University que achou top o trabalho de um certo ideólogo brasileiro sobre orgias gay? Rapaz, como esse título devidamente referendado por uma universidade séria impressiona, hein? (SQN).
Os tentáculos das ideologias estão penetrando em tudo quanto é entidade, tanto pública quanto privada. Organizações como indústrias e universidades, que antes eram sérias e confiáveis, agora já são vistas com descrédito. Ninguém (nem os próprios ideólogos) levam à sério organizações e profisisonais que defendem ideologias. Ideologia não é ciência, é falácia que contraria a ciência e a razão, sem nenhuma credibilidade. E se alguém defende falácia já sabemos o que ele tem na cabeça. Nem para conversar presta, já que é mau-caráter ao ponto de pisar a razão para defender ideologias.
E para garantir o pleno funcionamento do PIT (Programa de Ideologias Toscas) do Estado, foram criados sistema de aprovação automática e de admissão por cotas. Algumas organizações duvidosas (inclusive privadas) possuidora de gestores toscos também adotaram o PIT.
Equipados para esse tipo de sociologia, iniciaram a implementação em todos os ramos do conhecimento humano. Com isso, alguns prêmios deixaram de ser conferidos por meritocracia, mas apenas atendendo o rótulo ideológico. Antes de participar de qualquer concurso, vestibular, teste e outras concorrências, primeiro procure saber se não se trata de um prêmio ideológico. Se é para conferir o prêmio pelo rótulo ideológico e não por meritocracia, por que então perder tempo, dinheiro e energia concorrendo? Quando há um nicho ideológico específico e outro para as pessoas normais ainda há alguma chance para os que não fazem parte de nenhum rótulo ideológico. No entanto, concursos onde há apenas um vencedor (como para miss), implantar a sociologia das cotas é uma injustiça para os competentes, além de premiar a incompetência do ideologicamente rotulado.
Imagem de Peggy und Marco Lachmann-Anke por Pixabay
