Homem que não tem palavra não tem moral

O pobre, principalmente, só tem a moral na vida como algo de valor. Se perder, já era. Não passa de um excremento.

Quando eu trato algo com alguém, pode ser quem for, pode desabar o mundo, mas eu cumpro o que foi acordado. Isso é ser homem e não cabra safado. "Mas somos humanos e não sabemos nem se vamos estar vivos daqui cinco minutos", disse alguém. Tudo bem. Se ficar vivo tenha a decência de informar que houve uma urgência e por isso não pôde cumprir o acordado. Por isso sempre tenho cautela em fazer acordos. Para fazer algum acordo o tratante tem que ter certeza que poderá cumprir com o acordado. Caso contrário, não deve assumir o compromisso.  

Uma mulher sem palavra já é feio, imagina um homem? A palavra de um homem é a expressão da moral gerada por princípios e valores. Na verdade um homem sem palavra não passa de um cabra safado. Não ter palavra também é falta de consideração. Se algum macho tratou algo com você e depois surgiu uma emergência, um imprevisto ou mesmo uma desistência do que foi acordado, o cabra tem que ser macho o suficiente para informar a nova situação a pessoa com quem tratou. Se esconder, mandar a mulher ou outra pessoa tratar em seu lugar para não ter que assumir a merda é mau-caratismo.

O que mais tem no mundo hoje é gente fraca da cabeça. As ideologias disseminadas maciçamente pelas mídias produziram uma geração de maricas, fracos da cabeça e idiotizados. As músicas falam de mulheres com chicote na mão e machos de quatro. Os filmes e as novelas mostram maricas sendo dominados ou protegidos por mulheres fortes e decididas. O que não é a realidade da maioria dos homens. Basta ver as estatísticas. Todo mundo tem medo de altura. Eu morro de medo de altura, mas consigo praticar voo livre. Fobia é coisa de gente fraca. Décadas atrás, tive um problema sério de anemia. Meu tecido sanguíneo simplesmente deixou de produzir hemácias. Inicialmente o diagnóstico foi leucemia ou câncer de sangue, já que a taxa de ferro sérico não estava baixa, configurando anemia não ferropriva. Daí me encaminharam para uma psicóloga. Falei que não ia perder meu tempo com conversa fiada. Falei para a hematologista que ela estava insultando a minha inteligência. A unidade hospitalar tinha Engenheiro Geneticista e doutor em Hematologia. Em vez de me encaminhar para profissionais que pudessem melhor avaliar e tratar o problema, me mandaram para conversar besteira com uma profissional que nem da área é. E por incrível que pareça a maioria das pessoas acha isso normal. Graças a mim, que não perdi tempo conversando besteira com psicóloga, mas insisti em novas investigações da doença, finalmente concluíram que não era leucemia, mas um esgotamento nervoso grave que levou o organismo a não absorver ferro para produção de hemácias. A anemia era ferropriva, apesar dos exames. 

Quando tinha 16 anos de idade, combinei com um colega ir numa emissora de rádio falar com um diretor de programação. O acordo de nos encontrarmos na manhã seguinte, às cinco horas da manhã, na parada do ônibus, foi firmado na tarde anterior desse dia. Tínhamos que está na emissora impreterivelmente às sete horas da manhã, conforme exigência desse diretor, o qual já havia combinado com ele por telefone. O objetivo era pôr em prática um projeto que há anos havíamos planejado: lançar ao ar um programa de rádio nas manhãs dos domingos. Até já havia a promessa de dois patrocinadores. Na manhã seguinte acordei às quatro da matina, tomei banho, café, troquei de roupas e caminhei uns mil metros até a parada de ônibus. Cheguei na parada às quinze para às cinco. Cinco e quinze, nada do colega. Meia hora de espera. Cinco e meia, nada do colega. "Com um pouco de sorte chegamos à tempo", pensei. Três ônibus já haviam passado. A casa do colega ficava na rua por trás da parada e decidi ir até a casa dele. Naquela época não havia celular. Ao chegar na casa dele, tudo fechado. Chamei várias vezes e ninguém respondeu. Olhei o relógio, quinze para às seis, não dava mais tempo. São dois ônibus até aos estúdios da emissora. Sentei na calçada encostado a grade do terraço e fiquei esperando alguém aparecer. Às sete horas a mãe do mau-caráter abre a porta. Me levantei, dei "bom dia" e perguntei pelo tal. A mãe falou que ele estava dormindo. Perguntei o que houve, se foi grave e se ele precisava de alguma coisa. A mãe então falou que não aconteceu nada, apenas ele ficou assistindo filme até tarde e resolveu não ir. Falei para a mulher que o filho dela era um cabra safado e mau-caráter e que ela procurasse educar ele melhor. Perdemos o programa de rádio para outro. A culpa não é da mãe, é dele. Acabei atacando a mãe já que ele não foi macho o suficiente para me enfrentar.

Em outra ocasião, quando era jovem, decidi falar com o pai de uma namorada. Ela não queria porque o pai era muito ignorante e ia me chutar da casa. Na época eu tinha um defeito gravíssimo: era pobre. Mas decidi ir. Perguntei qual seria o melhor dia e hora. Ela falou que seria na sexta-feira às 20 horas. Falei para ela avisar ao pai que iria falar com ele. Fui à pé, já que não tinha nem uma bicicleta na vida. Cheguei em frente a casa às 19:30 horas. Mas como tinha marcado às 20 horas, fiquei andando na rua até o relógio marcar 20 horas. 20 horas em ponto bati palmas no portão da casa. O irmão da menina veio me atender. Me recebeu bem, mandou entrar no terraço e sentar. Agradeci ao rapaz. Antes de sentar, vi que o pai da menina estava sentado numa cadeira de balanço na sala, em frente a TV. Daí parei na porta e dei um sonoro "boa noite". O cara estava sentado na cadeira de balanço com os braços levantados e as duas mãos na parte de trás da cabeça. Mantendo a cabeça apoiada nas palmas das mãos e os cotovelos para os lados, virou a cabeça, me olhou da cabeça aos pés, não disse nada e voltou a cara para a TV. Claro, me senti um merda naquele momento. Pior que eu estava na casa dele e não podia revidar. Sentei e aguardei para ver o que ia acontecer. Quase uma hora depois de espera no terraço e com a luz apagada, veio a mãe da menina avisar que ela pediu para eu ir embora porque o pai não ia deixar ele namorar. Falei que o pai tem que dizer isso para mim. A mãe entrou e meia hora depois finalmente chega o "simpático" pai: -"O que você quer com a minha filha?" Perguntou. Eu disse que gostava muito dela e acreditava que ela também gastava de mim. Por isso eu queira assumir um compromisso sério com ela. Não queria ficar me encontrando com ela escondido por aí. E que eu estava ali para oficializar o namoro. O pai foi curto e grosso: -"Enquanto eu for vivo minha filha não vai namorar com você".  Falei: -"Ok, entendi. O senhor prefere que a gente namore escondido, certo?. Sem problemas". E fui embora. O namoro não deu certo e não fomos muito longe.

São homens que não honram as calças que vestem. Pior que esses tipinhos, mais conhecidos como machos safados, têm mulher, filhos e acabam se multiplicando. Alguns até viram pastores, empresários, juízes ou políticos. Crente, nem se fala. É o que mais tem. É Jesus pra lá, Jesus pra cá e botando pra foder nos outros. Principalmente agora com essas igrejas de esquina fundadas por algum safado que se fez pastor. Pior que o povo não percebe que está perdendo tempo e dinheiro seguindo leis de homens, ideologias toscas (principalmente de esquerda) e o próprio pastor. Jesus que é bom, neca. Mas como crente não ler bíblia, fica difícil explicar.    

A qualidade de um sujeito se conhece pela sua palavra. Nada que um sem moral fala deve ser levado em consideração. É como um cachorro latindo. Se o cara não tem palavra não é confiável, não tem consideração com ninguém, é um irresponsável tratante, sem moral e não passa de um cabra safado. Se faz com os outros, faz com você também. Cai se quiser. Fica a dica.


Imagem de Kristin Baldeschwiler por Pixabay

Postagens mais visitadas

Mulher furada e mulher cabaço

Os micos e ridículos do desarmamento

Quer ficar parecido(a) com maconheiro(a)? Faça uma tatuagem.

Por que os cristão rejeitam a esquerda?

Ideologia canalha: inversão de valores

Eleitores transformaram o Brasil num inferno de bandidos e noiados

Idiotices sobre Bolsonaro

O Estado tem o dever de capacitar o cidadão para se proteger de bandidos