Canabidiol - Ainda um engodo sem comprovação científica

Com a divulgação de alguns estudos científicos sobre a possibilidade do uso do canabidiol que "parece", "sugere", "pode ser indicativo de" servir para essa ou aquela doença, dentre outros "poréns" e "talvezes".

Não bastasse a meia enganação dos genéricos (sim, genéricos não possuem a mesma eficácia dos originais) e a total enganação dos homeopáticos (homeopático é como uma gota do principio ativo dissolvido em um lago), agora temos também a enganação do canabidiol. Mas se o povo não gostasse de ser enganado não existiam pastores milionários, terraplanistas, reeleição de políticos bandidos, comunistas no poder em países democráticos, "influencers" e este Blog seria campeão de audiência. 

A verdade é que não há comprovação científica para uso em nenhuma doença. O que temos até agora são apenas estudos que apontam para a necessidade de novos estudos. 

"Em conclusão, pode-se afirmar que o sistema canabinoide é um alvo promissor para novas intervenções terapêuticas em psiquiatria. Assim, os canabinoides podem ter amplo uso nesta área, porém, estudos futuros controlados ainda são necessários para confirmar estes achados e determinar a segurança destes compostos".

Estudos duplos-cegos controlados são necessários para que possamos concluir sobre a eficácia do canabidiol. Todas as conclusões científicas sobre canabidiol são desse mesmo teor e forma, ou seja, inconclusivos. 

Até agora só publicações apologéticas de interessados na causa da liberação da maconha para uso terapêutico. Publicações científicas em indexadores científicos com revisão de pares, nada. Não há nenhuma publicação científica comprovando que a maconha ou o seu substrato canabidiol trata ou cura alguma doença. E desafio qualquer um a provar isso por meio de publicações científicas (indexadas e com revisão de pares). Nem tudo está em indexadores científicos, mas se alguém diz que determinada droga serve para alguma doença eu quero a publicação indexada e com revisão de pares. Estamos falando de saúde pública. Pagar mais de trezentos reais por um frasquinho contendo alguns miligramas de um placebo é muita falta de senso.

E foi em cima de alguns estudos sugestivos e muita pressão política que a ANVISA liberou o canabidiol para comercialização. Dizer que "o canabidiol demonstrou apresentar potencial terapêutico como antipsicótico, ansiolítico, antidepressivo e em diversas outras condições" não significa nada. Exercícios físicos, cachaça  e sexo também demonstram apresentar esse mesmo potencial terapêutico. Quero algo além do efeito placebo ou do efeito cachaça. Depois da liberação oficial estão querendo colocar maconha em tudo, até no sanduiche das crianças. 

Na prática o que temos são professores universitários, médicos, jornalistas, políticos e outros maconheiros defendendo o canabidiol para justificar seu vício. Se bem que canabidiol não é maconha, mas apenas um substrato da maconha. Eles falam do canabidiol como se fosse um deus. Tomou não tem mais doenças, dores, depressão, tristeza, nada. É a fonte da juventude e da vida. Acho que nem morre mais. É que nem aqueles "remédios" que vendem nos comerciais de TV. Juntando os ideólogos apologéticos da causa com os interessados economicamente no produto temos aí o apoio suficiente para liberação dessa droga. E já tem gente ganhando milhões com a venda desse engodo sem comprovação científica. Uma senhora alegou que dava canabidiol para o filho autista e ele melhorava. Perguntei se ela já tinha dado uma taça de vinho para ele. Ah! Mas álcool não pode. É corrupção de menores e tantos outros crimes graves que é melhor nem tentar.

O Conselho Federal de Medicina - CFM liberou a prescrição com ressalvas. E muitas ressalvas:

"Art. 1º Autorizar a prescrição do canabidiol (CBD) como terapêutica médica, se indicadas para o tratamento  de  epilepsias  na  infância  e  adolescência  refratárias  às  terapias  convencionais  na Síndrome de Dravet e Lennox-Gastaut e no Complexo de Esclerose Tuberosa.

Parágrafo   único. Os   pacientes   submetidos   ao   tratamento   com   o   canabidiol,   ou   seus responsáveis  legais,  deverão  ser  esclarecidos  sobre  os  riscos  e  benefícios  potenciais  do tratamento por Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (Anexo I).

Art. 3º  É vedado ao médico: 

I –a  prescrição  de  canabidiol  para  indicação  terapêutica  diversa  da  prevista  nesta  Resolução, salvo em estudos clínicos autorizados pelo Sistema CEP/CONEP.

II –ministrar  palestras  e  cursos  sobre  uso  do  canabidiol  e/ou  produtos  derivados  de Cannabisfora do ambiente científico, bem como fazer divulgação publicitária".

O CFM liberou, mas apenas para epilepsias  na  infância  e  adolescência  refratárias  às  terapias  convencionais  na Síndrome de Dravet e Lennox-Gastaut e no Complexo de Esclerose Tuberosa. Só. Não liberou para outras doenças. Claro que para essas doenças o canabidiol se apresentou como um inibidor ou tratador de sintomas, mas não como cura ou tratamento de doenças O efeito cachaça também apresenta algo semelhante. Mas passou o efeito voltam os sintomas e o viciado precisa de outra dose aliviante, num ciclo infinito de dependência química.  

O consumo de cannabis está associado a um aumento do risco de problemas cardíacos. Estudos mostraram que o uso de cannabis pode levar a um risco 2,1 vezes maior de morte por doenças cardiovasculares. Isso inclui um aumento de 29% no risco de ataque cardíaco e um aumento de 20% no risco de acidente vascular cerebral. As descobertas ressaltam a necessidade de aumentar a conscientização e a cautela em relação ao uso de cannabis, especialmente entre populações mais jovens e aqueles com condições cardiovasculares preexistentes. A precaução deve ser a mesma em relação ao uso do tabaco [Fonte 1; Fonte 2].

Ainda não vi nenhum médico, cientista, bioquímico, psiquiatra ou coisa que o valha defendendo a prescrição do canabidiol para o que quer quer seja, exceto, quando o vagabundo é maconheiro ou está lucrando com a droga. Na boca desses interessados o canabidiol virou milagreiro e serve para tudo. Até para dor de corno. Por isso muito cuidado. Há médicos que estão ganhando boas comissões dos laboratórios fabricantes em cima de cada receita de canabidiol que emitem. São os traficantes legais e viciam os pacientes para manterem suas vendas. Na verdade não são tão legais porque descumprem a Resolução do CFM. Mas não é só isso. A cadeia produtiva é grande e lucrativa. Por isso alguns traficantes já estão migrando para o cultivo da maconha e financiamento de laboratórios para produção do substrato. Se podem ganhar dinheiro com maconha dentro da lei porque ficarem correndo da polícia? Será que tem gente no Estado querendo proteger os fornecedores com essa legalização? Será que tem maconheiro em algum poder da união? Será??? 






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